A ficção O agreste em mim nasceu em uma tarde de 2017, voltando para casa depois do trabalho.
Ouvi no rádio a notícia de que, por anos consecutivos, os casos de morte violenta
contra LGBTQIA+ aumentava.
Os dados dos relatórios de grupos militantes como Grupo Gay da Bahia, Aliança Nacional
LGBTI+, Acontece Arte e Política LGBTI+, entre outros apontavam o nordeste brasileiro
como a região com maior número de casos.
Ainda adolescente José vai viver no Rio de Janeiro dos anos 50. Na cidade grande, faz
sucesso como costureiro e conhece Antônio, um enigma em sua vida.
Vinte anos depois,
em 1972, ele retorna à fazenda dos pais no agreste pernambucano. Está decidido a
enfrentar a família conservadora, principalmente Rubens, o irmão mais velho, que jurou
matá-lo no passado.